Archive for the ‘mercado’ Category

Globo e Record: parece até guerra de preço

abril 8, 2008

Domingo é o pior dia para assistir televisão, até nos canais pagos – mesmo com o reprise de diversos programas e seriados que nós não temos tempo de acompanhar durante a semana.

Ontem, enquanto estava procurando o que fazer na internet, deixei ligado no canal Record. Não pude deixar de prestar atenção no sensacionalismo que eles fizeram sobre o caso Isabella. Aproveito até para indicar o post da Sam Shiraishi: uma crítica ao exagero da mídia em notícias que chocam o Brasil – que, na minha opinião, só chocam por causa da própria mídia. (e aproveito também para divulgar o Nossa Via, site recheado de assuntos para todos os gostos e, claro, muito interessantes).

Mas o que vou falar não é do sensacionalismo. Vou falar da guerra cada vez mais escancarada entre a Globo e a Record. Exemplo rápido para não perder o fio da meada: o programa Domingo Espetacular criticou há algumas semanas a novela Duas Caras da Globo por abordar o fanatismo de evangélicos. Ontem, no Fantástico, um pastor evangélico gravou cenas de pessoas torturadas (que na verdade já estavam senteciadas à morte pelo tráfico), mas que eram salvas antes por ele.

Antes fosse coincidência, mas é pura concorrência. O produto é o conteúdo do canal, nós telespectadores somos o consumidor final. Como o mercado não é estável e é altamente competitivo, ele nos oferta novos tipos de produtos – TV a cabo está se popularizando mais rápido do que antigamente – em um curto espaço de tempo. Em quesito de liderança, percebe-se que a Globo está desesperada com um concorrente que, há uns dois ou três anos, não era caracterizado como uma ameaça de audiência. A Record conseguiu atingir a mesma “qualidade” – coloco em aspas, pois não enxergo qualidade alguma – que a Globo possui.

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Yahoo! resiste à Microsoft

abril 7, 2008

A novela mexicana sobre a venda do Yahoo! ainda não acabou. E pode esperar por novos capítulos. Mesmo pressionando o Yahoo! com um ultimato cujo prazo máximo foi de três semanas, a Microsoft pelo jeito ainda não conseguiu o que queria. Yahoo! se pronunciou hoje dizendo que – vou colocar no português claro – não venderá seus ativos a preço de banana.

Para mostrar que não é um zero a mais à esquerda no mercado de ações, o Yahoo! está preparando um sistema de anúncios na internet, Amp, cuja pretensão (e ousadia também por pensar dessa maneira) é agitar o mercado publicitário – aliás, o que será que o Google pensa sobre isso? Ainda hoje o Yahoo! divulgará um vídeo demonstrativo dessa nova ferramenta.

Minha opinião: agora é tarde para fazer birra e tentar mostrar que ainda tem algum valor frente aos seus grandes concorrentes. Google partiu de uma idéia de dois jovens universitários e hoje é um fenômeno, para não dizer referência no mundo todo. Microsoft teve seu ápice revolucionário com um sistema operacional amigável cujas ferramentas têm utilidade para trabalho e casa. Entretanto, parece ter parado no tempo – com a ilusão de que seu portifólio de produtos é imbatível – e não percebe que seu monopólio está se desfragmentando aos poucos. Isso graças à tendência de participação e colaboração dos usuários (e também de internautas) para criar uma ferramenta que, além de ter todas as funções básicas que a Microsoft disponibilizou até hoje através de um emaranhado de licenças, é de acesso a todos e, o melhor, de graça.

Quem sai na frente no meio dessa briga de gigantes? Nós, é claro.

José Brandão & Jacacarambola

Notícias complementares:
Yahoo not opposed to Microsoft deal at right price

Tata: tudo menos nano

março 26, 2008

O mundo inteiro ficou sabendo essa semana da compra da Jaguar e Land Rover pela Tata Group. O que será que os clientes desses carros luxuosos estão pensando sobre essa aquisição? Será que bate aquele sentimento de desvalorização: uma empresa que lançou o automóvel mais barato do mundo (talvez daí tenha vindo o nome Nano – só US$ 2.500,00) agora é dona das marcas de carro mais tradicionais – e uma das mais caras – do mundo. Mas creio que isso não seja problema algum.

A Tata Group não é famosa só pela fabricação de automóveis. O grupo dispõe de uma variedade ampla de produtos e serviços, desde relógios até hotéis, sem contar o que eles oferecem para a indústria. Esse deveria ser o lema de toda organização: diversificação. Entendo que a administração de tantos produtos/serviços de vários segmentos pode acarretar até uma complexidade na viabilidade de negócios; uma das alternativas é dar ênfase a tal segmento e deixar os outros em segundo plano (caso o primeiro venha a ter problemas). Claro que esse tipo de resolução depende muito do portifólio da organização (cito mais uma vez a Unilever, que só de uns tempos para cá começou a se preocupar com a marca-mãe).

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O Futuro do marketing e da propaganda

março 24, 2008

Hoje eu vi no versão txt uma apresentação do planner americano Paul Isakson que faz um levantamento de algumas ações que validam algumas perpectivas já apontadas por outros autores sobre o futuro do marketing e da propaganda.

Tratando de assuntos como brands, new marketing, innovation e utility, Isakson coloca o produto como a melhor estratégia de marketing. Citando as marcas Google, Apple, Wii e Starbucks.

Como não poderia deixar de faltar uma alfinatada na propaganda tradicional:
“Os dias de fazer coisas engraçadas que podem ou não ter um efeito sobre o cliente estão terminando”, afirma Jeff Benjamin, Interactive Creative Director da Crispin Porter + Bogusky

Cada vez mais me convenço que o futuro da propaganda está na participação mais ativa no marketing dos clientes. O case Nike+ onde um tennis Nike conversa com um Ipod, que é citado em um dos slides, é um exemplo claro disto, onde a ideia partiu da agência para concepção de um produto, ou melhor, de uma tecnologia.

Vejam os slides abaixo que conta com nomes de peso do mundo do marketing e da publicidade. Entre os clientes Apple, Unilever e Sony, e agências como Crispin Porter + Bogusky, R/GA e AQKA entre outros.

Gilson Pessoa e JacaCarambola