Archive for the ‘TV Digital’ Category

Na hora do intervalo

fevereiro 19, 2008

TV digitalTV digital

Depois que aderi aos canais pagos da TV, os comerciais que mais tenho visto são de perfume – eles devem pagar muito bem pelo espaço e pelo maior tempo de vezes que é veiculado, já que ficam reprisando até você se irritar e mudar de canal. E já que agora sou totalmente contra os canais abertos e sua falta de programação útil e intelectual – aliás, sempre fui -, não estou mais atualizado com o mundo dos anúncios de TV. E, sinceramente, não faço questão de me atualizar (o YouTube é uma mão na roda para resolver esse tipo de situação).

Se os anúncios daqui não me chamam mais a atenção, os de fora têm efeito contrário em mim. Como são criativos (não menosprezando a criatividade dos publicitários brasileiros, claro)! O canal Multishow consegue fugir e se salvar de sua monótona, para não dizer sem graça, programação musical com o “Na Hora do Intervalo”, que mostra comerciais de TV de todo o mundo, separados por temas (o último que assisti era só de solteiros). Aí eu páro e me pergunto: veicular na TV vai deixar de ser um retorno rentável e se transformar em passatempo para os telespectadores?

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MTV e FIZ: inversão de papéis

fevereiro 8, 2008

MTVMTV

Foi-se o tempo em que eu não desgrudava os olhos da MTV. Se hoje eu páro nela, é porque eu realmente não tenho o que assistir – mesmo com a variedade de canais da TV paga.

MTV no começo da década de 90 – no Brasil, claro, sempre com aquele leve atraso – foi uma (r)evolução para música. Não que não existisse videoclipe antes disso, mas o interesse se tornou mais expressivo nessa época: você já estava com a fita VHS prontinha para gravar o clipe da sua banda favorita. Assim começava a sua coleção de vídeos musicais.

Ainda sem ter muita noção do quão útil seria o DVD em nossas vidas – o CD ainda era a fonte de armazenamento mais vantajosa -, vivia caçando meus videoclipes favoritos na internet, vídeos que ironicamente eram gravados da MTV e convertidos digitalmente. E tenha paciência… 70 megabytes para 3 minutos de música. E também tenha espaço no HD de apenas 4 gigabytes. Entretanto, mesmo tendo minha coleção digital, não deixava de assistir à MTV, pois ainda era uma honra ver os meus clipes favoritos em programas como Lado B ou mesmo no Top 20 Brasil.

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Revista Meio Digital

janeiro 15, 2008

Acho que pode ser um publicação interessante para todos nós.

A Meio Digital está em sua terceira edição, e recomendo a leitura do artigo “Otimizando Sites Sociais Para o Mkt” (página 64).

E para quem não conhece esse formato de revista on line (Digital Pages), vai adorar a leitura integral da revista!

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Thati Schlesinger & Jacacarambola

História de um nostálgico dos anos 90

janeiro 12, 2008

Salvador Dali

Parabéns! Você que nasceu em 1990 completará ou já completou 18 anos em 2008. Agora são seus avós – alguns já têm avós, ué – que sentem saudades da nostálgica década de 80. Quando você nasceu, os computadores já não eram mais gerenciados pelo MS-DOS (era uma tela preta, cheia de letrinhas verdes… pergunte para seus pais), pois criaram o Windows 3.11 – a primeira versão com interface colorida. E o processador? Pentium 166MHz com 32Mb de memória RAM. Sim, você que está acostumado com Gb, Mb parece até impossível. Mas para que tanta coisa, se a gente nem sabia direito o que era internet – nossas linhas telefônicas eram analógicas, demorou para elas se tornarem digitais. Pelo menos uma palavra que você sabe o que é: digital. TV digital, câmera digital, música digital, e por aí vai. Bom, voltando para o computador, as coisas começaram a surgir aos poucos: gravador de CD, provedor de internet, ICQ (I Seek You, mas não adianta explicar o trocadilho, você não vai lembrar mesmo), bate-papos nas salas do UOL, MP3, Napster… nada veio com tudo, ao contrário dos dias de hoje. E o nosso medo do bug do ano 2000?

Hoje você tem um pen drive de até 2Gb, ou até um de 4Gb (tem um da Sony com 8Gb que se compacta e expande até 24Gb, mas com certeza você já sabe disso). Quando você nasceu, tinha o disquete (ou inglês, floppy-disk). Era frágil, não podia amassar, molhar, dobrar, ficar em lugar úmido ou quente… tão indispensável que se pegava vírus (e não era através da internet, acredite se quiser), o desespero tomava conta. Também, imagine perder 1Mb de um documento do Word 5 (você deve se lembrar só da versão 2001 em diante)… muito alarde pra pouca coisa? Claro, é pouca coisa comparado com seu notebook cujo HD tem 180Gb. Quando lançaram o WinZip, ficamos tão felizes, pois podíamos “expremer” nossos arquivos, já que o HD de 4Gb do “Lentium” 166 estava quase no fim. O monitor começava a ficar velho, a tela escura – a gente bem que tentava ajustar as cores rolando (e não apertando) os botões, mas não adiantava. Depois que lançaram o de 17″, o de 14″ parecia tão pequeno. LCD? A TV sequer era plana, o máximo que a gente tinha era tecla SAP e “magic eye”. E pensar que hoje você tem um monitor de tela plana, finíssimo, alta resolução (quantas milhões de cores?). Sua TV deve ter mais de 29″, também com as mesmas definições do monitor, claro. Mas pra que TV? Usa o seu monitor pra assitir os filmes que você gravou no DVD, dá na mesma!

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Da jaca à carambola

janeiro 11, 2008

Por que jaca? E por que terminar com carambola? A primeira fruta é grande, pesada, um estorvo; por dentro é um emaranhado de caroços, um labirinto, a complexidade da complicação. Aqui nasce o brainstorming. Já diz a expressão “enfiar o pé na jaca”. Para quem já enfiou e esmagou alguns caroços, a tempestade no copo d’água também começa a ficar mais forte. A tempestade aqui é de idéias, opiniões, acordos e desacordos. A luz no fim do túnel é a carambola, quase doce, pequena, delicada. É o resultado, quando em parte ou quase todo resolvido, do tamanho da jaca que se reduz à carambola.

Esse é o nosso objetivo: gerar o brainstorming e fazer com que todos pensem, discutam, reflitam, gritem, cheguem a um consenso; e mesmo se não tiver o censo, não tem problema. Não nos importamos com a jaca pisada e seus caroços esmagados. Sempre vai ter alguém para chegar na carambola.

João Carlos Pastore & Jacacarambola