Os mitos da internet

maio 5, 2008 by
Mito nº 5: a rede mundial revolucionará o marketing. Nem que a vaca tussa. Esse é o mais sagrado dos cânones da “teologia Internet” e é também o menos provável de se concretizar. Na maioria, os que vendem coisas online são pessoas da Internet negociando umas com as outras. Com poucas exceções, o marketing das homepages, o marketing de mala direta em massa e as compras on-line são – e continuarão sendo – uma grande sonolência. Muitas das grandes empresas encaram sua página corporativa na Internet como um modismo ligeiramente mais sofisticado.

Eu discordo em parte. Não acho que a internet revolucionou o marketing, mas que influenciou fortemente o caminho dele com certeza influenciou. Se ele diz que a maioria das empresas encaram sua homepage como um modismo, elas estão completamente equivocadas e, acima de tudo, atrasadas. O que você acha?

Leia os outros mitos nessa reportagem.

José Brandão & Jacacarambola
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Mala direta: o destino pode ser o lixo

abril 25, 2008 by

Estava fazendo aquela faxina em cima da mesa e do console onde fica o telefone (só depois que compramos é que percebemos o quão inúteis são as abas laterais para colocar revistas). O que juntei de revista e panfleto não caberia no cestão de lixo no corredor do prédio.

Ainda fico impressionado com o desperdício de impresso que as empresas insistem em investir. Já falei sobre isso (mais nesse post e um pouco nesse aqui), mas repito minha resistência ao papel: estamos em um mundo cada vez mais online, então vamos economizar – principalmente para os reciclados que, se por um lado poupam as árvores, do outro gastam mais tinta. A solução mais próxima é substituir os benditos panfletos (e todos os tipos de mala direta) por newsletter ou qualquer meio de comunicação eletrônica (torpedo SMS é uma boa sugestão).

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Wal-Mart: tentando caminhar para o e-commerce

abril 20, 2008 by

Não é de hoje que o grupo norte-americano Wal-Mart intenciona em iniciar o e-commerce em território brasileiro. O montante que eles querem investir transmite a impressão de muita prosperidade nesse novo negócio: cerca de R$ 1,2 bilhão.

Nunca entrei em um loja do Wal-Mart, e olha que eles estão aqui no Brasil desde 1995. Para falar a verdade, nunca me chamou a atenção – só o nome do supermercado me distanciava. Fiquei sabendo que eles possuem marcas próprias, todas vindas lá de fora. Que confiança você tem em uma loja de departamento estrangeira que não vende produtos cujo nomes sequer são em português?

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Update: marketing viral para desligados

abril 16, 2008 by

Fiquei curioso na época, mas depois deixei de lado. Foi o motivo pelo qual aproveitei para falar sobre marketing viral. Agora mesmo fiquei sabendo pelo @gafanhoto (esse é o post original) que é realmente uma ação viral. E constatei que não eram tachinhas metálicas, mas pelo menos acertei na calçada. 🙂

José Brandão & Jacacarambola

Revista digital: alternativa para conteúdo online

abril 16, 2008 by

Estava a caminho da pós quando me entregaram um encarte da Super Interessante. Como o conteúdo da revista  não tem mais a mesma qualidade de alguns anos atrás, peguei e quase não dei a devida atenção. Eu realmente não queria saber quem inventou o palito de dentes muito menos se era higiênico proteger as latinhas de cerveja com selo.

Não querendo me estender muito nas reportagens, li só a contracapa. Claro que induzia o leitor, de acordo com a curiosidade dele, a acessar o site da revista e ler na íntegra a matéria de capa – que por sinal tem tudo a ver com ciência: “a cadeia como você nunca viu”. Lá fui eu visitar o site; não me surpreendi quando vi que não havia quase destaque na página – e os poucos destaques não conseguiam chamar a atenção.

Enfim, meu objetivo não é falar do layout pobre e do conteúdo fraco do site. Cliquei direto no ícone da revista para ler a matéria “super interessante”. Minhas expectativas desceram pelo ralo quando percebi que não era uma versão em PDF ou equivalente ao clicar em um outro ícone: “folheie a revista”. Simplesmente abriu uma janela em flash com a revista aberta em miniatura – só o título das matérias estavam legíveis. A intenção é só folhear mesmo.

Admito que meu equívoco foi grande ao pensar que iria encontrar uma revista digital. Sei que, a princípio, pode não haver muita diferença entre online e digital, mas quando você escolhe fazer o download de qualquer conteúdo para ler, ouvir ou assistir depois (podcast e videocast), já deixa de ser online – daí a vantagem de ser digital.

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NewsCamp edição II: saldo final

abril 14, 2008 by

A segunda edição do NewsCamp, realizado no último sábado, 12 de abril, no espaço Gafanhoto, rendeu boas discussões. A desconferência contou com a presença de aproximadamente vinte pessoas, entre elas jornalistas, profissionais de mídia, relações públicas e marketing, blogueiros e estudantes de jornalismo.

Os temas discorridos a partir de agora são totalmente voltados aos interesses desse blog. Para saber mais sobre outros temas abordados, leia o que Ceila escreveu. No próprio blog do NewsCamp serão linkados todos os posts relacionados ao evento, então, por favor, não limite sua leitura até aqui. 🙂

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Globo e Record: parece até guerra de preço

abril 8, 2008 by

Domingo é o pior dia para assistir televisão, até nos canais pagos – mesmo com o reprise de diversos programas e seriados que nós não temos tempo de acompanhar durante a semana.

Ontem, enquanto estava procurando o que fazer na internet, deixei ligado no canal Record. Não pude deixar de prestar atenção no sensacionalismo que eles fizeram sobre o caso Isabella. Aproveito até para indicar o post da Sam Shiraishi: uma crítica ao exagero da mídia em notícias que chocam o Brasil – que, na minha opinião, só chocam por causa da própria mídia. (e aproveito também para divulgar o Nossa Via, site recheado de assuntos para todos os gostos e, claro, muito interessantes).

Mas o que vou falar não é do sensacionalismo. Vou falar da guerra cada vez mais escancarada entre a Globo e a Record. Exemplo rápido para não perder o fio da meada: o programa Domingo Espetacular criticou há algumas semanas a novela Duas Caras da Globo por abordar o fanatismo de evangélicos. Ontem, no Fantástico, um pastor evangélico gravou cenas de pessoas torturadas (que na verdade já estavam senteciadas à morte pelo tráfico), mas que eram salvas antes por ele.

Antes fosse coincidência, mas é pura concorrência. O produto é o conteúdo do canal, nós telespectadores somos o consumidor final. Como o mercado não é estável e é altamente competitivo, ele nos oferta novos tipos de produtos – TV a cabo está se popularizando mais rápido do que antigamente – em um curto espaço de tempo. Em quesito de liderança, percebe-se que a Globo está desesperada com um concorrente que, há uns dois ou três anos, não era caracterizado como uma ameaça de audiência. A Record conseguiu atingir a mesma “qualidade” – coloco em aspas, pois não enxergo qualidade alguma – que a Globo possui.

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Yahoo! resiste à Microsoft

abril 7, 2008 by

A novela mexicana sobre a venda do Yahoo! ainda não acabou. E pode esperar por novos capítulos. Mesmo pressionando o Yahoo! com um ultimato cujo prazo máximo foi de três semanas, a Microsoft pelo jeito ainda não conseguiu o que queria. Yahoo! se pronunciou hoje dizendo que – vou colocar no português claro – não venderá seus ativos a preço de banana.

Para mostrar que não é um zero a mais à esquerda no mercado de ações, o Yahoo! está preparando um sistema de anúncios na internet, Amp, cuja pretensão (e ousadia também por pensar dessa maneira) é agitar o mercado publicitário – aliás, o que será que o Google pensa sobre isso? Ainda hoje o Yahoo! divulgará um vídeo demonstrativo dessa nova ferramenta.

Minha opinião: agora é tarde para fazer birra e tentar mostrar que ainda tem algum valor frente aos seus grandes concorrentes. Google partiu de uma idéia de dois jovens universitários e hoje é um fenômeno, para não dizer referência no mundo todo. Microsoft teve seu ápice revolucionário com um sistema operacional amigável cujas ferramentas têm utilidade para trabalho e casa. Entretanto, parece ter parado no tempo – com a ilusão de que seu portifólio de produtos é imbatível – e não percebe que seu monopólio está se desfragmentando aos poucos. Isso graças à tendência de participação e colaboração dos usuários (e também de internautas) para criar uma ferramenta que, além de ter todas as funções básicas que a Microsoft disponibilizou até hoje através de um emaranhado de licenças, é de acesso a todos e, o melhor, de graça.

Quem sai na frente no meio dessa briga de gigantes? Nós, é claro.

José Brandão & Jacacarambola

Notícias complementares:
Yahoo not opposed to Microsoft deal at right price

NewsCamp: desconferência no mundo jornalístico

abril 3, 2008 by

Não sou jornalista, mas resolvi me inscrever. E resolvi também divulgar para quem estiver interessado, principalmente para quem é ativo no ramo de comunicação. A primeira edição rendeu bons assuntos, apesar de algumas opiniões adversas – mas isso é normal, não é possível agradar gregos e troianos.

Como principiante, não me arrisco a abordar ou incitar algum tema para os debates durante a desconferência. Renato Cruz, Lucia Freitas e Gabriel Tonobohn já deram sua contribuição para o Esquenta do NewsCamp.

Como marketeiro, creio que o assunto mais próximo seja Relações Públicas. Já falei um pouco do que sei nesse post. Se valer como tópico para o dia do encontro (dependendo do interesse dos participantes): abordar os desafios que RP tem em trabalhar com o mundo online. Como mensurar o retorno de um press release? Quais os canais para disseminar com mais eficiência o seu press release? Vale a pena pagar um site de PR online?

Fica aqui minha sugestão. Se quiser saber de mais detalhes, basta acessar o site oficial do NewsCamp.

NewsCamp – II Edição – a desconferência de Jornalistas 2.0
Onde: Gafanhoto – Av. Rebouças, 3181 – São Paulo – SP
Quando: 12 de abril – sabádo
Horário: 9h00 às 17h00
Inscrição: enviar email para aghanael@gmail.com ou evasques@gmail.com com a palavra “Newscamp” no assunto!

Marketing viral para desligados

abril 1, 2008 by

Hoje estava passando em frente à DM9, a caminho do hotel, quando vi um homem colando tachinhas redondas metálicas na calçada escrito “Super Bonder” (eu acho que eram tachinhas, eu acho que era na calçada – estava atrasado e não reparei com atenção). Tinha também um outro homem tirando fotos. Já me veio à cabeça marketing viral.

Em 2006, a DM9 ganhou o prêmio em Marketing Viral com o Hanging Test Dummy. Eles também levaram troféu com a ação interativa realizada através de um monitor de 11kg colado com Super Bonder na parede da agência. Foi um sucesso, o tráfego de pessoas visitando o hotsite foi mais do que satisfatório. E eu não fiquei sabendo dessa ação viral.

É o ponto onde eu queria chegar. Eu sou desligado. Apesar de eu estar quase 80% do meu tempo integral conectado à internet, eu não fico sabendo dessas campanhas criativas. Sou o último dos moicanos. Se é sobre alguma campanha na TV – principalmente em canais abertos, os quais eu já aboli da minha programação quando aderi à TV a cabo -, eu realmente não me importo em saber qual é. Se meu canal principal de comunicação é a internet, então que façam de tudo para me atingirem através dele. 🙂

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