Mala direta: o destino pode ser o lixo

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Estava fazendo aquela faxina em cima da mesa e do console onde fica o telefone (só depois que compramos é que percebemos o quão inúteis são as abas laterais para colocar revistas). O que juntei de revista e panfleto não caberia no cestão de lixo no corredor do prédio.

Ainda fico impressionado com o desperdício de impresso que as empresas insistem em investir. Já falei sobre isso (mais nesse post e um pouco nesse aqui), mas repito minha resistência ao papel: estamos em um mundo cada vez mais online, então vamos economizar – principalmente para os reciclados que, se por um lado poupam as árvores, do outro gastam mais tinta. A solução mais próxima é substituir os benditos panfletos (e todos os tipos de mala direta) por newsletter ou qualquer meio de comunicação eletrônica (torpedo SMS é uma boa sugestão).

Entre a papelada descartável estava uma revistinha da Submarino. Quem já comprou qualquer produto em qualquer loja virtual sabe que é necessário efetuar um cadastro; com seus dados, a empresa tem a oportunidade de enviar informações via e-mail (alertas de quando o produto que você procurou e não encontrou estiver disponível, por exemplo), entre elas a newsletter. Para mim chega a ser um paradoxo: uma loja totalmente virtual divulgando seus produtos através de um meio tangível. Quando falo tangível, refiro-me somente ao físico e tocado – não vejo problema algum em veicular uma campanha na TV ou, ainda, nos cinemas.

Minha crítica é, na verdade, em relação ao direcionamento da mala direta. Não culpo a Submarino de enviar uma revista ou encarte publicitário, ainda há muitas pessoas que precisam “tocar” o produto (mesmo que seja o produto estampado no papel, vai entender). A questão é perguntar ao seu cliente se ele quer receber a mala direta. Aqui está a vantagem da newsletter: você não recebe se não quiser e, se receber, tem a opção de não receber mais. Simples. Mas percebo que a Submarino não enxerga essa simplicidade quando se trata da tal da revistinha – que, ao meu ver, é poluída e nunca tem o que eu realmente quero. Ela envia sem seu consentimento. O lixo, infelizmente, é a última parada.

Esse é outro ponto a favor do online: não tem paciência de folhear panfleto? Eu também não. Acesse o site e procure exatamente pelo que você deseja. Melhor que isso: personalização da página com o conteúdo de seu interesse. Vamos um pouco mais longe: solicitar ao site (se tiver a opção, claro) que lhe envie informações sobre a categoria ou linha de produtos que você escolheu. Entretanto, o mundo online não é perfeito, ele também é infestado por spams e comunicados falsos pedindo sua senha do banco. A segurança é tão vulnerável quanto receber uma carta-bomba por correio.

Marketing direto é uma ferramenta eficaz quando utilizada com inteligência – e também quando aplicada com um mínimo de logística.

José Brandão & Jacacarambola

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3 Respostas to “Mala direta: o destino pode ser o lixo”

  1. suzanacohen Says:

    Realmente, Zé, falou em papel e eu arrepio. E inevitavelmente a minha mesa está O caos.

    Essa semana mesmo estava comentando com minhas amigas sobre boas ações que dispensam papel. E a minha cabeça está muito voltada ao universo Mobile. O cardápio e guia do Comida di Buteco (festival pseudo-gastronômico de butecos de BH, que me atormenta ano a ano) no celular é um bom exemplo de ação bem-vinda aos “peregrinadores” e que dispensaria o papel. Só que ouvi falar que as antas dos organizadores do Comida não compraram a idéia (me explica porque não???) Ou seja, o papel ainda está aí em peso… Mas felizmente a TIM, que é patrocinadora do evento, aprovou as ações mobile (Ufa. Mas tb era obrigação deles, né???). A página da TIM pro Comida é essa aqui. Abs

  2. Says:

    Nossa, se a TIM não tivesse patrocinado com ações mobile, seria o cúmulo da burrice… rsrsrs! Mas devagar se vai ao longe. Espero muito que a mentalidade das empresas mudem a cada instante – e, se possível, cada vez mais rápido e sempre para melhor.

  3. suzanacohen Says:

    Poisé, seria cúmulo da burrice total! Mas te falo mais, conversando com a gerente de mídia da TIM ela me confessou que eles quase não investem em mobile mkt. Tem base? Ou seja, se até a TIM tem certa resistência, imagina só a mentalidade das outras empresas que não são do ramo…

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