Wal-Mart: tentando caminhar para o e-commerce

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Não é de hoje que o grupo norte-americano Wal-Mart intenciona em iniciar o e-commerce em território brasileiro. O montante que eles querem investir transmite a impressão de muita prosperidade nesse novo negócio: cerca de R$ 1,2 bilhão.

Nunca entrei em um loja do Wal-Mart, e olha que eles estão aqui no Brasil desde 1995. Para falar a verdade, nunca me chamou a atenção – só o nome do supermercado me distanciava. Fiquei sabendo que eles possuem marcas próprias, todas vindas lá de fora. Que confiança você tem em uma loja de departamento estrangeira que não vende produtos cujo nomes sequer são em português?

Conseguir uma fatia do disputado bolo dessas grandes redes de varejo é um caminho tortuoso. O Wal-Mart, na minha opinião, não começou muito bem. Até lembro que na faculdade, em uma disciplina de Marketing de Varejo, o Wal-Mart era considerado quase um caso de desastre. Por quê? Simplesmente porque eles não fizeram um estudo minucioso do mercado brasileiro. Não só o mercado, mas como a nossa cultura. Vender roupas e não adequar o tamanho e molde das peças é só um exemplo – será que eles realmente pensavam que todos os outros países eram iguais aos Estados Unidos? O grupo francês Carrefour, por outro lado, conseguiu se manter no páreo com o Grupo Pão de Açúcar, sendo que sua estréia em campo tupiniquim foi em 1975. Seu e-commerce, apesar de também não ter começado ainda, já entrou no mercado do turismo online.

Se a própria marca não é suficiente para ficar entre os grandes concorrentes, a alternativa é adquirir outras já presentes na mente dos consumidores e conseguir market share com elas. Foi o que o Wal-Mart fez ao comprar o Bompreço, bem forte na região nordestina. Contudo, se compararmos com o Grupo Pão de Açúcar, que detém Extra, CompreBem e Sendas, e o Carrefour, que detém Champion e Dia%, há um longa estrada a percorrer para os americanos.

Por enquanto o Wal-Mart não detalhou qual será o formato ou quais estratégias para o seu futuro e-commerce. Se for igual ao modelo adotado originalmente no site dos Estados Unidos, talvez o projeto tenha alguma aceitação. Aqui no Brasil já podemos nos orgulhar de duas empresas que fizeram do comércio eletrônico um exemplo de sucesso: Americanas.com e Submarino. Desde 2006, a B2W – Companhia Global de Varejo é fruto da fusão realizada entre as duas empresas. Além das lojas de departamento, a B2W também possui uma seção de pacotes turísticos (não foi por coincidência que o Carrefour se lançou no turismo online), assim como a recém incorporada Blockbuster (que, por sinal, já perdeu totalmente sua identidade como locadora; agora é nada mais do que uma loja Americanas Express).

Agora é esperar para ver. Muitos já erraram no passado – quem nunca errou? -, mas conseguiram tirar algum aprendizado (lembram do Amélia? Pois é, não deu certo). Quem sabe o Wal-Mart também não siga o exemplo de seus colegas do ramo e, com as falhas do começo, aprenda a aplicar no presente e aperfeiçoar no futuro.

José Brandão & Jacacarambola


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7 Respostas to “Wal-Mart: tentando caminhar para o e-commerce”

  1. Andre Says:

    Ignorante…

  2. Says:

    Se eu soubesse o porquê da ignorância, até dava para eu responder. Mas não sou ignorante a ponto de ignorar um comentário ignorante.

  3. peterson Says:

    Estou vendo que vc esta bem fora da realidade do varejo com um comentario deste. Por favor vai se informar que meus ouvidos não são pinicos.

  4. Says:

    Peterson, realmente preciso me atualizar com o varejo, mas principalmente com o mercado do e-commerce. Você sabe com anda a estratégia do Wall-Mart? Estou curioso para saber, já que até agora eles continuam com um site bem institucional e bem pobre de informação.

  5. daniloriedel Says:

    Zé, o site atual do wal-mart brasil é institucional.. o e-commerce não tem nada com este site, nem a URL será a mesma. Até aonde sei este site institucional não vai morrer e o e-commerce entra em paralelo.

    Está rolando neste momento uma coletiva de imprensa aonde estão passando todos os dados sobre a estratégia de mercado do lançamento do e-commerce, então seria legal pegar essas informações para poder critica-los.

    Alias, acabou de terminar.. os jornalistas estão testando o site agora ;o)

  6. Says:

    Danilo, obrigado pelo update! Vou averiguar e depois faço um post complementar com novas críticas.😉

  7. Antonio Marcos Says:

    Olá, me chamo Antonio Marcos, criador do site maniadeleitura.com (em fase de finalização, já no ar) e estou a procura de um(a) sócio(a) que seja responsável pela divulgação do site. O site já está quase pronto, eu mesmo que fiz, mas não tenho conhecimento de publicidade e preciso de um parceiro que vá atrás de autores amadores e editoras. Tem o cadastro gratuito e os pagos. A idéia central do site é servir de ponte entre autor e editora (está tudo explicado no site). Favor entrar em contato para maiores detalhes sem compromisso. Vc não entrará com nenhum centavo. Já tenho o site, domínio e hospedagem, se tiver que pagar algo com anúncios agente racha a despesa.

    msn: antoniomarcoscb@hotmail.com
    Skype: antoniomarcoscb

    Abraços

    Comunidade: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=53388577

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