Revista digital: alternativa para conteúdo online

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Estava a caminho da pós quando me entregaram um encarte da Super Interessante. Como o conteúdo da revista  não tem mais a mesma qualidade de alguns anos atrás, peguei e quase não dei a devida atenção. Eu realmente não queria saber quem inventou o palito de dentes muito menos se era higiênico proteger as latinhas de cerveja com selo.

Não querendo me estender muito nas reportagens, li só a contracapa. Claro que induzia o leitor, de acordo com a curiosidade dele, a acessar o site da revista e ler na íntegra a matéria de capa – que por sinal tem tudo a ver com ciência: “a cadeia como você nunca viu”. Lá fui eu visitar o site; não me surpreendi quando vi que não havia quase destaque na página – e os poucos destaques não conseguiam chamar a atenção.

Enfim, meu objetivo não é falar do layout pobre e do conteúdo fraco do site. Cliquei direto no ícone da revista para ler a matéria “super interessante”. Minhas expectativas desceram pelo ralo quando percebi que não era uma versão em PDF ou equivalente ao clicar em um outro ícone: “folheie a revista”. Simplesmente abriu uma janela em flash com a revista aberta em miniatura – só o título das matérias estavam legíveis. A intenção é só folhear mesmo.

Admito que meu equívoco foi grande ao pensar que iria encontrar uma revista digital. Sei que, a princípio, pode não haver muita diferença entre online e digital, mas quando você escolhe fazer o download de qualquer conteúdo para ler, ouvir ou assistir depois (podcast e videocast), já deixa de ser online – daí a vantagem de ser digital.

Confesso também que não sou leitor assíduo de revistas, me contento perfeitamente com os feeds de sites de notícias e alguns veículos jornalísticos. Mesmo assim, acho que as editoras deveriam se preocupar em oferecer uma alternativa – e por que não tratá-la como um diferencial para o leitor – ao conteúdo online. Entendo que a internet, assim como o impresso, depende e muito da publicidade. Se os leitores deixarem de visitar o site por terem a comodidade de fazer o download da revista digital, um conflito entre anunciante e veículo pode aumentar consideravelmente (que, na verdade, já existe entre os mundos online e offline).

A transferência de conhecimento é um fator comum entre os leitores, ainda mais quando se trata de revista ou jornal. Eu pelo menos não faço coleção do gênero, então me livrar do impresso após a leitura é sinônimo de mais espaço em minha casa. Não creio que esse tipo de atitude ameaçaria as vendas das revistas , assim como acontece entre o CD e o MP3. Aliás, não há como compará-los, visto que são dois produtos totalmente diferentes e com preços bem distintos. Com os e-books (já falei sobre eles aqui), é uma tendência que começa a tomar força, mesmo que aos poucos. A Penguin Books, por exemplo, vai disponibilizar aproximadamente 5.000 títulos em versão digital para serem vendidos diretamente no site da editora (só achei que o valor deveria ser diferente do cobrado em papel).

E se falamos em digital, logo pensamos em economia de papel. Um bom motivo para incentivar na preservação do planeta. Claro que o conceito deveria ser mais esclarecido  e difundido entre as pessoas, senão ninguém teria a necessidade (ou pura precaução) de imprimir um e-mail, por exemplo. O medo do virtual ainda é grande perto da segurança que o físico oferece. 

Uma sugestão muito boa – e, adivinhem, é sobre marketing – de revista eletrônica é a Meio Digital. O que mais gostei foi a interatividade com o leitor através de comentários e opiniões no estilo sim-ou-não para cada artigo. A opção pela edição completa também não deixa a desejar, abusando e usando do flash com inteligência.

Para os blogueiros e não-blogueiros de plantão – acho que a blogosfera inteira já está sabendo, mas não custa nada divulgar -, a revista Feed-se já está na rede. Faça seu download já direto daqui.

Por último, indico a revista Scientific American Brasil. O slogan faz jus ao conteúdo: a ciência como você nunca viu. Isso sim que é conteúdo interessante (que me desculpe a Super Interessante). Bem que podiam aderir às edições digitais – fica aqui minha sugestão.

José Brandão & Jacacarambola

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