U can’t touch this

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O título veio à mente por causa da música do Mc Hammer, aquela dos anos 90. Nostalgia a parte (já estou farto de lembrar que estou ficando velho), a música é só pretexto para dar introdução ao tema do post: touch screen.

Quando nós tentamos associar o termo a alguma coisa do nosso cotidiano, quase não vem nada à cabeça. Mas se pararmos só um pouco para tentar lembrar de alguma utilidade pública, a tarefa se torna muito mais fácil. O Itaú utiliza o touch screen em todos os seus terminais de auto-atendimento. É cada vez mais comum restaurantes adaptarem o touch screen nos monitores de seus caixas – não precisa ir muito longe, o McDonald’s já possui em todas as suas franquias. As livrarias possuem computadores para pesquisar itens da loja, basta digitar na tela o nome do produto.

Mas a onda do touch screen só ficou mais intensa por causa do iPhone? Realmente foi o estouro para a telefonia celular. Entretanto, para os adoradores de portáteis, o Palm (já tinha a mesma funcionalidade, mesmo que o dedo não fosse a melhor – e a mais indicada – maneira de manusear esses aparelhos. A canetinha era a ferramenta milagrosa ao tentar transcrever seus ilegíveis garranchos. Mas nesse mundo tecnológico onde as mídias se convertem mais rápido que um piscar de olhos, os Palm Tops começaram gradativamente a perder o seu vislumbre – até então era uma idéia original de substituir agenda telefônica, ler textos e acessar a internet -, todos agora estavam voltados para os celulares. Os celulares faziam tudo que um Palm fazia, sem ocupar muito espaço no seu bolso, bolsa ou maleta – eles estavam ficando cada vez mais espertos (desculpa pelo trocadilho, não pude evitar). Os smart phones, além de ter toda as funções de um Palm, permitem ao usuário a facilidade de digitar e falar (sem que as orelhas fiquem esmagadas ou marcadas). E eis que – que coincidência! – voltamos ao iPhone. O mundo dá voltas mas a tecnologia não pára no tempo; inovação é a palavra-chave para desenterrar o passado e vencer o futuro.

Voltando para as utilidades públicas, também já temos uma tecnologia que, apesar de certos entrantes, está vagarosamente fazendo parte da vida do cidadão brasileiro: o GPS. Tão comum na Europa e nos Estados Unidos, ficar perdido não é mais desculpa para chegar atrasado em lugar algum. A Porto Seguro saiu na frente nessa empreitada e lançou seu modelinho, apesar do preço ainda não estar muito amigável – e o número pequeno de cidades e de estados também não é muito animador.

Para os viciados em diversão eletrônica, também encontramos fácil, fácil o touch screen. O console Nintendo DS Lite (tem uma versão anterior, essa é menor e mais leve) embute a canetinha para os seus jogos – não é obrigatória, claro, pois o video-game tem o controle acoplado com direcional e botões. Mas nada impede também de você meter seu dedo engordurado nas duas telas do seu brinquedinho (para evitar esse tipo de acidente, é só comprar as películas).

Se já chegamos aqui, aptos a interagir com acessórios do dia-a-dia, por que não ter a mesma praticidade com a nossa própria televisão? Será que estou sendo muito futurista ou em breve poderemos mudar de canal ou pular um comercial com um simples toque na tela? A TV digital já despertou a curiosidade de muitos aqui no Brasi, mesmo que o interesse ainda seja pela qualidade de imagem e som. Por enquanto é um sonho pensar em interação digital colocando internet e canais de TV na mesma sacola (Joost e TiVo já são peritos nesse quesito). Bom, vamos por partes, aos poucos a gente chega lá. Sou brasileiro e não desisto nunca!

Post publicado para a blogagem inédita. Saiba mais sobre o projeto aqui.

José Brandão & Jacacarambola

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4 Respostas to “U can’t touch this”

  1. suzanacohen Says:

    O único problema de TV com touch screen é a preguiça que nos assola de levantar o traseiro gordo do sofá :)… Acho que o controle remoto “still rulez”. Mas – esse sim – quem sabe não vira mais um acessório touchscreen? Ele pode até mesmo se integrar a um iPod da vida, dando continuidade à cadeia de convergências (se é que isso já não é realidade), será?

    Falando em GPS, vc já testou o Google Maps via celular? É uma alternativa interessante (só tem que relevar o precinho camarada das operadoras).

    Abs

  2. Matheus Costa Says:

    É verdade. Controle remoto ainda é uma das invenções mais importantes da moderninade.
    Até já existem controles do jeito que a Suzana descreveu, mas ainda são um tanto quanto inacessíveis.

    Adorei o blog de vocês e quero muito agradecer pela referência que fizeram ao meu blogzinho aqui. Obrigado pela audiência qualificada!

    Matheus
    30″

  3. Says:

    Também concordo com vocês. Como é que eu fui esquecer do controle remoto, a grande invenção dos preguiçosos.😀

  4. gilsonpessoa Says:

    Meu sonho é ter um monitor touch screen pro meu computador.

    Nível altíssimo nos post Zé. Parabéns.
    🙂

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