Liberdade de expressão – e de códigos

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Linux vs Windows 

Apesar de ter uma certa resistência, tive minha primeira experiência com o Linux. Não por acaso – ou por ironia do destino – estava na casa do meu irmão e o Windows dele não entrava (a culpa era do HD, antes que alguém culpe o Bill Gates), então a única opção era o Linux. Já achei estranho pelo nome, Ubuntu, mas seu significado representa todo o conceito da geração de código aberto: “humanidade para todos”. (convenhamos que é bem melhor do que a sugestão de nome da Microsoft para a versão beta do Vista, alguém se lembra?)

Sempre fiquei meio perdido entre tantas versões que o Linux têm: Ubuntu, RedHat, Kurumin (o nome indígena não é mera coincidência, foi desenvolvido por brasileiros), Mandriva, entre outros que provavelmente existem e eu não conheço. Se você me perguntar qual é o melhor, o mais fácil de usar, o que tem mais recursos, minha resposta será “não faço a mínima idéia”. Também está com um pouco de receio? Pois não fique, experimente qualquer um deles e você não se arrependerá. Não sou especialista no assunto, mas aqui vai minha lista de vantagens (comparado ao nosso amigo-inimigo Bill Gates):

– é de graça
– por ser livre, você encontra facilmente para fazer download
– você não precisa de 2Gb de espaço e zilhões de memória para instalar
– é rápido (lê-se: carrega qualquer aplicação em questão de segundos)
– é estável (“deu pau” e “travou” não costumam fazer parte do vocabulário de quem usa Linux)
– tem todas os recursos tradicionais do Windows (edição de texto, áudio, vídeo, internet e instant messengers); mesmo não sendo compatíveis com o Windows – por questões óbvias -, conseguem satisfazer o usuário prontamente
– há ainda recursos que imitam o Windows e o Mac (cópias muito bem feitas, na minha opinião)

Já faz um bom tempo que o pinguim vem quebrando as janelas do mundo inteiro. Para começo de conversa, não há licenças muito menos exclusividade: software livre; você adquire o produto e ele é inteiramente seu. A grosso modo, você “personaliza” o seu produto, já que o código é aberto. Se há liberdade de códigos, você tem ajuda nos quatro cantos do mundo – um SAC sempre a disposição e com resposta imediata.

Já podemos ver nas prateleiras de computadores e notebooks que o Windows não é mais o favorito. Se você estranhar o preço de algum, pode ter certeza que o Linux é o primeiro suspeito. Claro que esse fato incentiva a pirataria, já que muitas pessoas ainda preferem o Windows por ser mais confiável, e creio que a maioria delas não vão pensar duas vezes antes de adquirir um produto falsificado… infelizmente. E quanto às empresas? Elas também estão se beneficiando cada vez mais com o Linux, no que diz respeito a custo e a desempenho – mas também não deixa de ser um empecilho quando falamos do uso dele com os funcionários.

Sistemas operacionais não são os únicos a entrarem nessa era de código aberto. O Wikia foi inaugurado em sua versão alfa esse ano (e eu pensava que beta era a única letra para testes) e já causa uma certa sensação de disputa com o Google, mas acho que esse – ainda – não é o objetivo principal.

Seja para desbancar o Bill Gates, seja para brigar com o Google, mas o que interessa mesmo é beneficiar os usuários e tornar esse benefício acessível e igual para todos. Afinal, é para isso que existe a liberdade de expressão.

José Brandão & Jacacarambola Notícias complementares:
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