Hoje estava passando em frente à DM9, a caminho do hotel, quando vi um homem colando tachinhas redondas metálicas na calçada escrito “Super Bonder” (eu acho que eram tachinhas, eu acho que era na calçada – estava atrasado e não reparei com atenção). Tinha também um outro homem tirando fotos. Já me veio à cabeça marketing viral.
Em 2006, a DM9 ganhou o prêmio em Marketing Viral com o Hanging Test Dummy. Eles também levaram troféu com a ação interativa realizada através de um monitor de 11kg colado com Super Bonder na parede da agência. Foi um sucesso, o tráfego de pessoas visitando o hotsite foi mais do que satisfatório. E eu não fiquei sabendo dessa ação viral.
É o ponto onde eu queria chegar. Eu sou desligado. Apesar de eu estar quase 80% do meu tempo integral conectado à internet, eu não fico sabendo dessas campanhas criativas. Sou o último dos moicanos. Se é sobre alguma campanha na TV – principalmente em canais abertos, os quais eu já aboli da minha programação quando aderi à TV a cabo -, eu realmente não me importo em saber qual é. Se meu canal principal de comunicação é a internet, então que façam de tudo para me atingirem através dele.
Bom, não tem como generalizar e muito menos exigir que todo o conteúdo offline torne-se online por minha causa (que garoto egocêntrico!). Eu quase não uso Super Bonder e é a última coisa que eu pensaria em comprar – é igual a Lei de Murphy: quando você mais precisa, aí sim você se lembra de comprar. Mas, pensando por outro lado, nem sempre a campanha é voltada para promover somente a funcionalidade do produto, ela é aplicada mais como branding. A disputa sem fim entre Coca-Cola e Pepsi e a campanha da Apple mostram bem esse caminho para fixar a marca na mente do consumidor.
O que faz com que um marketing viral vire um case de sucesso? O tradicional boca-a-boca é a primeira técnica a ser utilizada, creio eu. Quem tem boca vai à Roma. Entretanto, minha curiosidade se enaltece quando uma campanha é realizada através de um blog - quem espalha a notícia de que há um blog novo na rede, mesmo que ele não tenha sido criado naturalmente? Duvido que seja a assessoria de imprensa.
Se a divulgação da campanha é feita através do próprio site, então não concordo em chamar de marketing viral; na minha opinião, o vírus pode ser disseminado por você, mas os “hospedeiros” não devem se concentrar em você também. O website é o portal principal para que as pessoas que utilizam a internet cheguem até a sua empresa ou ao seu produto. Suponha que o seu site não seja visualmente atraente, seu SEO não funciona nem com links patrocinados, o conteúdo é superficial ou o endereço é www.extensoecomplicadodelembrar.com.br/jaesqueci.htm (Ok, se você se indentificou com todos esses aspectos de uma vez só, não adianta mesmo ir adiante, a única alternativa é fechar o website). Para tentar chamar a atenção do seu cliente além do seu próprio site, os outros canais (não só na internet) são o caminho da salvação: YouTube, instant messengers (ambos acessíveis pelo celular), produtos com códigos de acesso para conteúdo exclusivo (CDs, bichinhos de pelúcia) e, claro, blogs e redes sociais.
E olha o que acabei de descobrir (obrigado, Twitter!), só para não dizer que ando mais desligado do que já sou. A campanha viral do novo filme do Batman aterrisou em território brasileiro hoje (não é mentira de 1º de Abril). Quem está desesperado por qualquer novidade é o pessoal do Omelete. Suspense…
José Brandão & Jacacarambola
Notícias complementares:
Sobre o projeto “Reality Show” da DM9
Como fazer marketing viral
Abril 10, 2008 às 4:18 am |
fiquei curioso agora. Isso está me cheirando a campanha estilo a do monitor colado que ganhou GP em Cannes. Eles já devem estar criando para este ano.
Abril 16, 2008 às 11:06 pm |
[...] marketing viral para desligados Fiquei curioso na época, mas depois deixei de lado. Foi o motivo pelo qual aproveitei para falar sobre marketing viral. Agora mesmo fiquei sabendo pelo @gafanhoto [...]